domingo, 10 de junho de 2012

Massagem no pré-operatório relaxa e tira a tensão antes da cirurgia



Hospitais e clínicas que pensam não só na saúde do paciente, mas também em seu bem-estar antes, durante e depois de procedimentos médicos como cirurgias já são uma realidade em muitos países e, agora, começam e ter cada vez mais adesão por aqui. O Hospital Visão Laser, em Santos (SP), há oito meses oferece sessões de massagem e reflexologia no pré-operatório de pacientes que vão se submeter a cirurgias de catarata, doença que pode levar à cegueira.

Em São Paulo, o israelita Albert Einstein também oferece o serviço, mas só se o paciente solicitar e se o médico permitir, pois dependendo o tipo de cirurgia, pode haver contraindicação. A massagem relaxante é providenciada pelo próprio hospital, que já possui parceiros selecionados para fornecer o serviço aos interessados.

No hospital santista, a inspiração para esse sistema veio de seu diretor, o oftalmologista Marcello Colombo Barbosa, após uma temporada nos Estados Unidos. “A tendência agora é não só prestar o serviço médico, mas também pensar no bem-estar dos pacientes. Nos EUA, por exemplo, a massagem antes da cirurgia faz parte da rotina das grandes clínicas. E nós a implantamos aqui para nos adaptar a essa nova realidade, que não vê só a cirurgia, mas o paciente como um todo”, explica o especialista.

A massagem dura cerca de 10 minutos e é feita sempre nas costas, ombros e pés por um fisioterapeuta especializado. Pode parecer pouco, mas para quem vive o medo pré-cirúrgico é um grande alívio da ansiedade e do estresse. “Aquela massagem foi uma surpresa bem-vinda. Eu estava apreensiva, mas depois relaxei. O fisioterapeuta vai conversando, te acalmando. Não sabia que isso poderia ter uma influência tão grande. Acho que todo mundo deveria fazer antes de qualquer cirurgia”, conta a aposentada Isa Gonçalves, que passou pela experiência há cinco meses.

E o paciente só sabe da novidade pouco antes de entrar para a cirurgia. “Isso quebra o estresse do pré-operatório, quando a ansiedade é muito alta, e ele relaxa, até o anestesista percebe. O feedback é muito positivo. O paciente acaba, consequentemente, conversando com amigos e explicando como foi a cirurgia, o que ajuda outros a não terem medo”, fala Barbosa.

Isa Gonçalves prova o que diz o médico. “Não tem uma pessoa que vai fazer cirurgia, nem precisa ser idoso, que não fica ansiosa, com medo. E hoje eu falo para minhas amigas, faz com massagem, o corpo fica mole, tranquilo”, diz ela.

Para o especialista, o boca a boca pode ajudar a reduzir o receio de outros pacientes com prescrição de cirurgia de catarata. A iniciativa é bem-vinda, já que pesquisa realizada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em 2010, mostrou que 77% dos pacientes com indicação do procedimento deixaram de fazê-lo por medo da cirurgia e de perder a visão.



UOL saúde

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